A Morte

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  • Nunca pensamos na morte até que um dia, ela chega muito próxima de nós. Como médico, já perdi alguns pacientes e isso é muito doloroso. Acreditar que a quantidade de anos de vida está diretamente ligada à bondade, é julgar que pessoas de valor vivam mais tempo, como espécie de “meritocracia”. Não se aceita que crianças morram de leucemia, mães jovens morram em acidentes ou pais de família tenham sua vida ceifada em assaltos. Não existe uma lógica e esta é muito complexa de se entender. Uma das maneiras de aceitar é crer que a vida é somente uma passagem e que Deus tem planos diferentes para cada indivíduo. Pensar na morte não é tão mórbido como se pensa e é importante que se reflita. A final, a vida é uma dádiva que deve ser agradecida todos os dias e aproveitada cada minuto para que o valor real das coisas fique claro.

 

 

  • A morte faz parte da vida. O único problema é a transição entre elas. Lembro de um filme que se chama “Sociedade dos Poetas Mortos” em que o professor pedia que os alunos escutassem o que diziam as fotografias de antigos alunos da escola que já haviam falecido. Eles acharam graça, mas o professor sussurrou: “Carpe diem. É isso que eles dizem para vocês”. A frase em latim quer dizer “aproveite o dia”, porque haverá um tempo que seremos apenas um retrato na parede. Chegar na velhice é um presente que nem todos recebem e é por isso que o envelhecimento deve ser acolhido com alegria para não se queixar a todo instante. Pensar na morte é compreender que não há controle sobre a vida e que não somos deuses como muitos acreditam ser. As rédeas do destino não nos pertence. Os budistas acreditam que a meditação e o auto-conhecimento permitem que o nirvana seja alcançado aqui na Terra mesmo, enquanto que nas religiões cristãs é necessária a preparação adequada e a morte para entrar no reino de Deus.

 

 

  • O que nos assusta é o desconhecido e é curioso, de certa forma, pensar no que há do lado de lá. As doenças são a maneira de se lembrar que a eternidade não é possível nesse mundo, a menos que você seja escocês e tenha nascido no século XVI, como o famoso personagem “Highlander”. O problema está com os que ficam. Essa frase é muito conhecida e repetida. Retirar do próprio convívio uma pessoa que se ama é quase que inconcebível para alguns. Não adianta, mais cedo ou mais tarde a morte baterá na nossa porta, seja com nossos pais, cônjuges e finalmente o dia que será a sua vez. Acordar todos os dias e pensar que é o último dia é uma maneira de valorizar cada momento e amar as pessoas com quem se convive, com a compreensão que poderá ser o último dia delas também. Parece triste, mas é uma realidade que deve ser encarada e refletida, como Alexandre O Grande fez.

 

 

  • Os 3 últimos desejos dele foram: 1. Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época; 2. Que fossem espalhados, no caminho e até seu túmulo, os seus tesouros conquistados, como prata , ouro, e pedras preciosas ; 3. Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos. Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a ALEXANDRE quais as razões desses pedidos e ele explicou: 1. Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte; 2. Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem; 3. Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos. Os ventos que as vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar. Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado. Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre.

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Saúde da Mulher

Rosane R. C. Thiel

Rosane R. C. Thiel ([email protected]) é psicóloga e terapeuta sexual, com Especialização em Sexualidade Humana pela USP.

Realizou Mestrado e Doutorado na área na Pesquisa Experimental pela UNICAMP e desde então tem trabalhado com o índice da Função Sexual Feminina ou FSFI.

O índice da Função Sexual Feminina avalia 6 domínios da resposta sexual na mulher: desejo, excitação subjetiva e objetiva (lubrificação), orgasmo, satisfação e dor.

Pontuações individuais são obtidas pela soma dos itens que compreendem cada domínio (score simples), que são multiplicadas pelo fator desse domínio e fornecem o score ponderado. A pontuação final (score total: mínimo de 2 e máximo de 36) é obtida pela soma dos scores ponderados de cada domínio. Assim, quanto maior o score total, melhor a resposta sexual.

Score total menor que 26 sugere disfunções sexuais. A versão em português mostrou-se válida para avaliação da resposta sexual em mulheres brasileiras e está indicado para uso em pesquisas clínicas.

Rosane R. C. Thiel ([email protected]m) é psicóloga e terapeuta sexual, com Especialização em Sexualidade Humana pela USP.

Realizou Mestrado e Doutorado na área na Pesquisa Experimental pela UNICAMP e desde então tem trabalhado com o índice da Função Sexual Feminina ou FSFI.

O índice da Função Sexual Feminina avalia 6 domínios da resposta sexual na mulher: desejo, excitação subjetiva e objetiva (lubrificação), orgasmo, satisfação e dor.

Pontuações individuais são obtidas pela soma dos itens que compreendem cada domínio (score simples), que são multiplicadas pelo fator desse domínio e fornecem o score ponderado. A pontuação final (score total: mínimo de 2 e máximo de 36) é obtida pela soma dos scores ponderados de cada domínio. Assim, quanto maior o score total, melhor a resposta sexual.

Score total menor que 26 sugere disfunções sexuais. A versão em português mostrou-se válida para avaliação da resposta sexual em mulheres brasileiras e está indicado para uso em pesquisas clínicas.

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